Negócios & Carreira · 2 de set. de 2026 · Leitura: 4 min e 10s
Em altaEntre os jovens de 16 a 24 anos, 68% preferem trabalhar por conta própria do que ter emprego formal, revela Datafolha

Pesquisa nacional mostra que a preferência por autonomia é maior entre as gerações mais novas, enquanto taxa de empreendedorismo no Brasil atinge o maior nível em quatro anos.
Uma mudança de mentalidade sobre o que significa ter um bom trabalho já se consolidou entre os brasileiros mais jovens. Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada em junho de 2025, mostra que 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria a ter um emprego formal com carteira assinada, mas esse percentual sobe para 68% entre os jovens de 16 a 24 anos, o maior índice entre todas as faixas etárias consultadas. A preferência por autonomia cai de forma constante conforme a idade avança: entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice recua para 50%, e o vínculo formal volta a ser mais valorizado por esse grupo.
O levantamento indica que essa não é apenas uma questão financeira. Entre os motivos apontados pelos entrevistados que preferem trabalhar por conta própria, o controle sobre a própria rotina e a possibilidade de decidir o próprio ritmo de trabalho aparecem como fatores centrais, mais do que a expectativa de ganhar mais dinheiro. A pesquisa também mostra que a renda influencia essa percepção: entre quem ganha até dois salários mínimos, 72% consideram o vínculo formal mais importante, contra apenas 56% entre quem ganha mais de dez salários mínimos, o que sugere que a busca por autonomia tende a crescer conforme a segurança financeira aumenta.
Esse movimento também aparece refletido nos números de empreendedorismo do país. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor, estudo internacional coordenado no Brasil pelo Sebrae e pelo Ibope Inteligência, a taxa de empreendedorismo brasileira alcançou 33,4% em 2024, a maior taxa dos últimos quatro anos, o equivalente a cerca de 47 milhões de brasileiros envolvidos em atividades empreendedoras. O estudo mostra que o avanço ocorre tanto por necessidade quanto por oportunidade, com um número cada vez maior de pessoas escolhendo empreender como estratégia deliberada de crescimento profissional e financeiro, e não apenas como alternativa à falta de emprego.
O fenômeno geracional também vem sendo mapeado em estudos específicos sobre a Geração Z no mercado de trabalho. Um levantamento da Brasil Júnior com 4.544 universitários de todas as regiões do país mostra que, entre os critérios mais valorizados na escolha de uma vaga, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho aparece em segundo lugar, atrás apenas de oportunidades reais de crescimento profissional, e na frente da própria remuneração. Outro estudo acadêmico sobre a geração aponta que 76,2% dos jovens consideram horários flexíveis e trabalho remoto essenciais para sua rotina, reforçando que a flexibilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito básico para essa geração ao avaliar uma oportunidade profissional.
Esse conjunto de dados ajuda a explicar por que a economia do conhecimento e o trabalho independente crescem de forma consistente no Brasil. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, mostra que o país encerrou 2025 com 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria, o maior contingente da série histórica iniciada em 2012. No mundo, segundo a consultoria Grand View Research, o mercado global ligado à economia de especialistas foi avaliado em US$ 252,3 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 480 bilhões até 2027, de acordo com o banco de investimentos Goldman Sachs.
É dentro dessa mudança cultural que a KLUQ se posiciona como uma alternativa estruturada. A startup brasileira desenvolveu uma plataforma que funciona como um hub de conhecimento prático, permitindo que profissionais de diferentes gerações transformem sua experiência em uma fonte de renda independente, sem abrir mão da autonomia que passou a ser prioridade para uma parcela crescente da população.
"O que os números do Datafolha mostram é algo que já sentíamos no dia a dia: as pessoas não querem mais trocar liberdade por estabilidade sem questionar esse preço. Principalmente entre os mais jovens, existe uma recusa cada vez maior a rotinas rígidas que não fazem sentido para a vida que eles querem viver. A KLUQ nasceu para dar a essas pessoas, de qualquer geração, uma alternativa estruturada. O objetivo é oportunizar e monetizar o capital intelectual dos brasileiros sem precisar abandonar a autonomia, escolhendo quando, como e para quem quer atender. Essa mudança cultural não é uma tendência passageira, é uma reorganização de prioridades, e a KLUQ foi criada para acompanhar essa transformação", afirma Rob Campi, fundador da KLUQ.
Para pesquisadores de mercado de trabalho, essa mudança de valores entre gerações tende a se intensificar nos próximos anos, à medida que mais jovens ingressam na força de trabalho com expectativas diferentes das gerações anteriores, pressionando empresas e modelos de negócio a se adaptarem a uma lógica em que autonomia e flexibilidade pesam tanto quanto remuneração na decisão de como e para quem trabalhar.
Sobre a KLUQ
A KLUQ é uma startup brasileira dos segmentos EdTech e HRTech e atua no fomento do capital intelectual (Knowledge Marketplace P2P) no mercado da Economia da Expertise e tem o propósito de monetizar e democratizar o capital intelectual no país, conectando especialistas e pessoas ou empresas em busca de conhecimento sob demanda, de forma estruturada e estratégica. Mais informações em www.kluq.com.br.
