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Negócios & Carreira · 2 de set. de 2026 · Leitura: 3 min e 50s

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Enquanto mercado de trabalho cria 1,7 milhão de vagas, Brasil fecha 160 mil postos para profissionais com mais de 50 anos

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Pesquisas mostram que 78% das empresas brasileiras se consideram etaristas e que 86% das pessoas com mais de 60 anos já sofreram preconceito de idade no ambiente profissional.

O Brasil envelhece, mas o mercado de trabalho ainda não abriu espaço proporcional para essa mudança demográfica. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que, em 2024, o país abriu quase 1,7 milhão de novos postos de trabalho, crescimento de 16,5% em relação ao ano anterior. No mesmo período, porém, o cenário se inverteu para os profissionais com mais de 50 anos: essa faixa etária viu o fechamento de quase 160 mil vagas.

O contraste evidencia um fenômeno que pesquisadores e consultorias de recrutamento vêm chamando de etarismo estrutural no mercado formal. Um levantamento da consultoria Robert Half mostra que 70% das empresas brasileiras contratam muito pouco ou nenhum profissional com mais de 50 anos, público que hoje representa 22% da força de trabalho e mais de 25% da população do país, segundo dados do IBGE. Apenas 5,6% das empresas afirmam ter contratado profissionais dessa faixa etária na mesma proporção em que ela existe na sociedade.

A percepção de discriminação por idade também aparece na voz dos próprios trabalhadores. Uma pesquisa da plataforma Catho revelou que 70% dos profissionais com 50 anos ou mais estavam desempregados em 2024, e 69% deles relataram já ter perdido oportunidades de emprego especificamente por causa da idade. Mais da metade, 55%, afirmou que suas capacidades e habilidades foram subestimadas durante processos seletivos ou no ambiente corporativo. Entre pessoas com mais de 60 anos, o quadro é ainda mais grave: 86% relatam já ter sofrido preconceito etário no trabalho, segundo a pesquisa "Etarismo e Inclusão", da Robert Half.

O paradoxo se aprofunda quando as próprias empresas são consultadas. Um estudo conduzido com cerca de 200 organizações brasileiras identificou que 78% delas se autodeclaram etaristas, e a maioria mantém apenas entre 6% e 10% do quadro de funcionários com 50 anos ou mais, uma proporção muito abaixo da presença desse grupo na população economicamente ativa do país.

Ao mesmo tempo, o Brasil vive uma mudança demográfica que torna esse descompasso ainda mais evidente. Levantamento do pesquisador Rogério Nagamine, ex-secretário do Regime Geral da Previdência, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, mostra que o número de brasileiros com mais de 60 anos ocupados no mercado de trabalho saltou 76% entre 2012 e 2025, alcançando 8,6 milhões de pessoas, o grupo etário que mais cresce entre os trabalhadores ocupados no país. Entre os fatores que explicam esse avanço estão a reforma da previdência, que elevou a idade mínima de aposentadoria, e a necessidade de complementar renda diante do aumento da longevidade.

O resultado é uma contradição que pesquisadores classificam como uma das mais custosas do mercado de trabalho brasileiro: justamente os profissionais que acumularam mais experiência, mais repertório técnico e mais capacidade de resolver problemas complexos são os que encontram menos espaço formal para aplicar esse conhecimento, mesmo representando uma fatia crescente e cada vez mais numerosa da força de trabalho do país.

É nesse cenário que a KLUQ se posiciona como uma alternativa concreta. A startup brasileira desenvolveu uma plataforma que funciona como um hub de conhecimento prático, no qual profissionais experientes podem seguir atuando, gerando renda e aplicando décadas de bagagem técnica e de vida, de forma independente e sem depender da aprovação de um processo seletivo tradicional.

“A KLUQ nasceu, entre outros motivos, para ser um ambiente de profissionais com alta maturidade e décadas de bagagem corporativa e de conhecimentos diversos. Entendemos que a experiência acumulada por esses especialistas é um ativo precioso e na KLUQ, esse profissional encontra um espaço estratégico para atuar de forma independente, com liberdade, no próprio ritmo e de forma online, vendendo seu tempo e conhecimento diretamente a empresas e pessoas que buscam soluções baseadas em sua experiência teórica e prática”, afirma Rob Campi, fundador da KLUQ.

Para especialistas em mercado de trabalho e longevidade, modelos que reconhecem e remuneram diretamente a experiência acumulada tendem a ganhar relevância nos próximos anos, à medida que o envelhecimento populacional avança e o descompasso entre demografia e empregabilidade formal se torna mais visível na economia brasileira.

Sobre a KLUQ

A KLUQ é uma startup brasileira dos segmentos EdTech e HRTech e atua no fomento do capital intelectual (Knowledge Marketplace P2P) no mercado da Economia da Expertise e tem o propósito de monetizar e democratizar o capital intelectual no país, conectando especialistas e pessoas ou empresas em busca de conhecimento sob demanda, de forma estruturada e estratégica. Mais informações em www.kluq.com.br.